Resenhas

Resenha: Estilhaça-me – Tahereh Mafi

05 de dezembro de 2013

hiuhuhiEstilhaça-me foi a segunda Distopia que li até hoje, acredito eu, e para ser sincera infelizmente não conseguiu me prender ou superar a boa impressão que eu tive quando li minha primeira Distopia esse ano, apesar de eu ter lido o livro extremamente rápido (mas isso não é critério suficiente para avaliar um livro como bom ou ruim).

A história começa um tanto confusa. Somos apresentados a Juliette, uma adolescente de 17 anos que está confinada em uma cela há exatamente 264 dias. A narrativa é em primeira pessoa e, de início, também é extremamente confusa, Juliette mistura o que pensa com o diz e o que gostaria de dizer, repete palavras incansavelmente, do tipo “estou tão sozinha, tão sozinha, tão sozinha”, e risca algumas palavras como se desistisse de dizê-las. Após algumas páginas o leitor começa a enxergar um padrão e entender o porquê dessa narrativa. Sim, existe um porquê. E é aos poucos somos introduzidos ao mundo distópico de Estilhaça-me.

Existe algo de diferente a respeito de Juliette, algo assustador e poderoso, o qual ela não compreende bem. Juliette sabe que é perigosa, um monstro que seus pais decidiram afastar do mundo real para que não pudesse fazer mal ninguém. A sociedade atual encontra-se em total miséria, e ao que entende-se, causada pela própria humanidade. Não há comida, água ou moradia suficiente para todos, e a população está à mercê do Restabelecimento, grupo que tomou poder através do convencimento e de falsas esperanças dadas a população desesperada.

O livro só engata realmente quando um estranho se muda para sua cela: Adam. E após algum tempo de convivência teste com ele, Juliette é libertada de sua cela e entregue aos cuidados de Warner, o líder do Restabelecimento naquele local. Warner é um vilão articuloso e extremista que consegue causar impacto no leitor devido a sua atitude severa e ao mesmo tempo sedutora. Juliette poderia muito bem desejá-lo ou sentir nojo dele, ele provocaria ambas reações com facilidade.

Os planos do Warner Restabelecimento para Juliette não são dos melhores, eles pretendem fazer dela uma poderosa arma para obter cada vez mais controle, e obviamente Juliette fará de tudo para resistir e contará com a inesperada ajuda de Adam (suspiros!). Ele fará de tudo para tirar Juliette daquele lugar, e tem seus motivos para fazer isso, o que é revelado no meio do livro.

Há uma considerável pitada de romance, mas o tema central é na verdade o poder de Juliette, porém, na minha opinião, para ser um tema central precisaria ser um pouco melhor explorado como tal. Senti falta de um pouco mais de ação nesse sentido, de demonstrações do poder e atitudes mais fortes e convincentes da protagonista. E é claro, não pude deixar de fazer a associação com X-men o tempo todo, principalmente no final. Outra coisa que me incomodou um pouco foi a falta de explicação da Distopia em si, pouca coisa nos é revelada em meio aos pensamentos e lembranças de Juliette. A gente tem que literalmente “pescar” o que aconteceu com o mundo ao redor.

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Estilhaça-me é primeiro romance de Tahereh Mafi e faz parte de uma série. É um livro interessante, rápido e fácil de ser lido, com personagens com grande potencial porém pouco desenvolvidos. A história consegue prender a atenção da metade para o fim, e o final é um tanto clichê mas encaixou bem no enredo causando aquele sensação boa de curiosidade e quero mais. Tahereh não me ganhou de cara, mas mesmo assim vou ler o livro 2, Liberta-me e depois conto pra vocês o que achei da continuação. Quem sabe ela não me conquista de vez no segundo livro, né?

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219909
Edição: 2012
Gênero: Distopia
Páginas: 304
Idioma: Português
Adicione: Skoob
Minha avaliação: 3/5
Obrigada pelas visitas! 🙂

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  • Daniele Soares dezembro 12, 2013

    Ainda não li esta distopia, mas confesso que estava muito empolgada. As resenhas que li até agora o colocavam no mais alto pedestal; porém, pelos seus argumentos, prevejo que terei uma reação parecida com a sua.
    Normalmente, prefiro quando os livros contam a história por si, e não nos fazem pescá-la. Tudo bem que não precisa ser de cara, mas pelo menos nos dar uma boa noção, de forma que tivéssemos ao menos uma base.
    Sem dúvidas sua resenha foi essencial para minha leitura. Caso contrário, entraria cheia de expectativas e quebraria a cara :/

    Bjsbjsbjs!

    • Juliana dezembro 12, 2013

      Hahaha adorei seu comentário! 🙂
      Realmente tem razão, mas é minha opinião e meu estilo de leitura… é aquela coisa né, gosto não se discute! Tem gente que AMOU esse livro! E eu até entendo os “porquês”, o livro é bom! Mas não chegou a ser, no meu ponto de vista, memorável e inesquecível sabe? Não mexeu comigo, rs.
      Mas se quiser leia, e depois me conte o que achou, tá? 🙂
      Beijos!

  • Ni Portela dezembro 7, 2013

    Uma pena você não ter gostado tanto assim! Eu me envolvi com a leitura logo de cara, culpa do desespero da narrativa! Sinceramente, quando li deixei de lado o plano de fundo da história e me concentrei na protagonista (sentimentos etc) então consegui ficar ultra envolvida e só larguei do livro quando ele chegou ao fim <3
    Beijocas, moça!

    • Juliana dezembro 7, 2013

      Ponto positivo pro desespero da narrativa! Também achei interessante depois que comecei a pensar a respeito, mas não me envolveu assim de primeira. Obrigada pela visitinha, Ni, espero que tenha gostado do meu humilde cantinho HAHAHA. Beijo Beijo! <3

  • Daniela Farias dezembro 6, 2013

    Eu peguei na mão esse livro esses dias e quase comprei! Mas ai vi que o John Green estava ali e não resisti! hihi
    Adorei a resenha! ♥
    Beijocas!

    • Juliana dezembro 6, 2013

      Não se preocupe, você fez uma boa escolha optando pelo Green <3 hehe.
      Obrigada Daninha. Beijo grande! (: